sábado, 9 de julho de 2011

Cegueira

Me cego cada vez que espero.
Na minha cegueira me vejo. Me percebo.
Foliã de outro carnaval. Arrastada neste caminho pelos olhos que não vem
Algo grita e se cala. Ainda não se faz entender.Ou melhor não se quer entender.
Aquele que já não se pode vê, também já não se pode ouvir.
Infeliz. Dor.
Cegueira que não se ouve. Mudez que não se vê.
Na profundeza do espelho se sente.
Vitima e Vilã da sua própria historia.
A cegueira está consumindo.
Ela.Ele.Todos.
Na incerteza prossegue distante e no silêncio.
Na escuridão.
Onde o caminho não se acha.
Se esconde.
Fonte de angustia 
Há quem diga que é coisa de tempo
a cegueira cega
fica tonta e cai
vitima da própria escuridão 
cega por que se fez cega
uma cegueira de causa e sentindo
não é definitiva
é provisoria
ate o momento de se ver 
mudança da cegueira
mudança da mascara
mudança do espelho
a quem se quer fazer ver, não se enxerga, para se fazer ver, há necessidade de se enxergar
na fala ausente
o grito soa
fonte da cegueira que paralisa
na luz que se inspira.
É olhando para o próprio espelho que se vê- e da cegueira se cura.

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