domingo, 7 de agosto de 2011

20 Anos Blues


Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue
Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal
Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

Inevitável

Figura ilustre, comigo preservo. Não há maior tormento e maior paz.
Fonte da ilusão. Fonte da imaginação.
É como só isso bastasse, é faltante, amarga e companheira.
Na qual dedico estas linhas, onde demonstro parte escondida e obscuras das vozes
que loucamente gritam na mudez paralisante. Palavras incompletas, instantes ofuscados
Na leitura do dito que não foi dito, mas está dito. Escute.Olhe. Observe. É preciso silêncio na alma.
As vezes parece que não reconheço. Apenas minto e omito.
A luz que não está tão clara, está presente, conflitante com ela. É um dialogo de duas
irmãs que brigam, brigam, brigam, uma queria ser a outra. Nem que seja para ser uma noite,
ou para ser dia. Ela me encanta, me fascina, me domina.
Me revela e como revela. Minha imagem que não parece. 
Sombria, possuidora. 
Ali está anjos e demônios, seres imaginários que compõe o enredos de sua moradia.
Ela vem sempre, as vezes demora, parece que não vai chegar, mais chega.
O que ela causa é singular a cada ser.
Nem fera nem bela.
Somente existe.